Wednesday, December 14, 2011

Os bons resultados que esperamos todos

Os meus amigos terão reparado que eu não falo muito em ética nem tenho discursos moralistas. E faço-o não porque não dê a maior importância aos imperativos morais nas regras da convivência sã entre humanos. Mas porque sei que todos os que quiserem ou puderem ter um comportamento ético, o podem e devem fazer apoiando-se num número infinito de códigos religiosos, leis, textos e livros, exortações, citações, sábios e santos, que, ao longo dos tempos, nos têm vindo a deixar este espólio imenso da humanidade sobre aquilo que deve ser um comportamento adequado, correcto, e conducente a relações sociais pacíficas, amorosas e frutuosas em termos de realização humana. 

Thursday, September 22, 2011

Albert Einstein - "Não há nem evolução nem destino; só ser."

Albert Einstein - "Não há nem evolução nem destino; só ser."
Por Craig Pearson, PH.D. em 21 de Setembro de 2011
Tradução minha da versão original


Albert Einstein
1879–1955 • Suiça e Estados Unidos

Albert Einstein é geralmente olhado como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Toda a sua obra converge num objectivo supremo: compreender a unidade que está subjacente à diversidade da natureza.

A sua teoria da relatividade especial (1905) mostrou a unidade subjacente da matéria e da energia, e da luz e do tempo. A sua teoria da relatividade geral (1916) mostrou a unidade da gravidade e da aceleração, do espaço e do tempo, e da matéria e do espaço.

Einstein alterou profundamente a forma como pensamos de nós mesmos e do universo. Ele passou a última metade da vida a tentar desenvolver uma teoria do campo unificado, uma descrição daquele campo que, ele estava certo disso, está na base e dá origem a todas as forças na natureza. E persistiu nessa procura apesar das críticas de colegas físicos.

Saturday, September 10, 2011

Educação: a chave-mesta para sair da crise?


Hoje, quando vinha no comboio, vi num jornal que alguém vinha a ler o seguinte cabeçalho: "Educação, a chave-mestra para a saída da crise". Vinha a pensar com os meus botões nesta verdade óbvia e a lembrar-me que a chave-mestra da educação bem sucedida, por sua vez, é a educação baseada na consciência 

Maharishi foi um iluminado visionário. Como tal, trouxe para a cena das ideias e práticas sociais do seu tempo algumas propostas que pareciam a muita gente como que 'aterradas de Marte'. Uma delas foi a de que era possível criar uma sociedade em paz desde que a abordagem fosse uma nova abordagem, embora oriunda de um antigo conhecimento (o Veda). Ou seja, criar a paz através da aplicação à sociedade de um efeito que se estuda na física com o nome de efeito de Meissner e de um outro efeito designado efeito Maharishi.

Marco histórico na Educação na Grã-Bretanha


O projecto "Free Schools" foi lançado pelo Governo inglês por ter chegado à conclusão de que a qualidade da educação pública se está a deteriorar e que há exemplos no ensino privado de grande sucesso nos quais o Governo deve apostar, incentivando e apoiando as iniciativas mais meritórias. Neste âmbito, a Maharishi School em Skelmersdale, com base num histórico de sucesso de 25 anos, concorreu ao projecto e atravessou um processo de vários anos de acompanhamento e inspecção por parte dos órgãos educativos oficiais. Este processo acabaria por culminar na recente aprovação de um contrato de associação, com assinatura pessoal do Secretário da Educação (equivalente a Ministro), com o selo vermelho a lacre do Governo Britânico, aprovando o cuirriculum da Maharishi School - que reconhece a Educação Baseada na Consciência, incluindo, nomeadamente, a técnica de Meditação Transcendental e a disciplina teórica da Ciência da Inteligência Criativa, como elementos base - e autorizando a criação de mais escolas em todo o país à imagem e sob os auspícios da Maharishi School de Skelmersdale, Lancashire.

Thursday, July 21, 2011

A Minha Cozinha Védica - A Importância dos Sabores (por Monica Kar)

Tradução do site Mapi News    

Quantos de nós pensam no sabor da comida?

Quero dizer, ter de facto em conta o sabor da comida que comemos. Noto que as pessoas descrevem os sabores sempre em termos relativos e muito genéricos. Por exemplo, se pedirmos a alguém para descrever a sobremesa ela faz uma descrição geral, "muito doce" ou "deliciosa"; e o prato principal podia estar "muito picante" ou "suave" ou "bom". Ou como a minha filha que diz sempre que a comida está "assim assim!" O facto é que, nas nossas vidas agitadas, raramente pensamos no sabor como um assunto em si mesmo, com a sua identidade distinta, única e deliciosa.

Sthapatya Veda Maharishi

Sthapatya Veda Maharishi

Uma casa pode ser muito mais do que é normalmente - pode ser um espaço especial que crie e tenha uma boa influência de saúde individual, felicidade, harmonia familiar e iluminação. A arquitectura védica Maharishi traz para as nossas casas estas influências de forma segura, usando leis da natureza que ligam a inteligência individual à inteligência cósmica. Podemos ter esta influência de positividade na nossa casa, no local de trabalho, escola ou em toda a comunidade. 
Também nos referimos à arquitectura védica como Vastu Maharishi, ou desenho de arquitectura Sthapatya Veda Maharishi. A palavra sânskrita Sthapan significa estabelecer. A palavra sânskrita Veda significa conhecimento da Lei Natural. O sistema da arquitectura védica retira os seus princípios dos textos antigos do Sthapatya Veda, o sistema eterno de arquitectura e planeamento urbano que foi restaurado recentemente, na sua integralidade, por Maharishi Mahesh Yogi. Ver mais...

Saturday, July 16, 2011

Laozi – “A sua mente torna-se tão vasta e incomensurável como o céu nocturno”

por CRAIG PEARSON, PH.D., 8 de ABRIL de 2010

O sábio vidente Laozi viveu na capital e serviu como guardião dos arquivos na côrte real. Como homem de grande sabedoria que era, atraía muitas pessoas, que se juntavam ao seu redor, considerando-o como um mestre. Mas ele não estava satisfeito com a decadência moral da cidade e do reino. Portanto, decidiu partir.

Viajou para oeste. O seu plano era atravessar a fronteira oeste do país e, aí, na fronteira, em solidão, passar os últimos dias da sua vida.

Mas quando alcançou o portão ocidental do reino, o guarda reconheceu-o. Apelou-lhe então a que fizesse um registo escrito da sua sabedoria antes de sair do país definitivamente.
 
Assim, de acordo com a lenda, nasceu o Tao Te Ching (ou Dao De Jing). O sábio da China era Laozi.

Friday, July 15, 2011

A chave para a saúde e felicidade: Um Estado ‘perdido’ da Consciência?

Escritora da David Lynch Foundation e professora de Meditação Transcendental há 25 anos
15/Jul/2011 

A vida acontece dentro do reino de três fases em mutação constante: vigília, sonho e sono. No entanto, muitos de nós intuem que há mais consciência humana para além daquilo que normalmente experimentamos.

Os cientistas afirmam há muito que cada um dos três estados principais de consciência tem o seu próprio estilo distinto de fisiologia e de actividade cerebral. Será que pode existir um quarto estado principal de consciência que, como os outros estados, tenha a sua própria assinatura fisiológica e padrão cerebral, um estado que pode ter sido até agora substimado ou esquecido?
 
E se a perda deste estado for a causa de muito do que nos apoquenta – pessoalmente e colectivamente?

Tuesday, July 12, 2011

A Meditação do Buda


Um homem confuso perguntou ao Budha: ouvi dizer que alguns monges meditam com expectativas, outros sem expectitivas e outros ainda são indiferentes ao resultado. O que é melhor?

O Budha respondeu: quer eles meditem com ou sem expectativas, se tiverem as ideias erradas e os métodos errados, não obterão nenhuns frutos da sua meditação.


Pense bem. Imagine que um homem pretende obter algum óleo, pondo alguma areia numa tijela e depois salpicando-a com sal. Ele pode pressionar o que quiser, mas não obterá o óleo, pois aquele não é o método.

Outra pessoa precisa de leite. Começa a puxar pelos cornos de uma vaca jovem. Quer tenha ou não algumas expectativas, ela não obterá qualquer leite a partir dos cornos, já que esse não é o método. Ou se alguém enche uma vasilha de água e a agita para tentar obter manteiga, ficará com nada mais que água.

É como encher uma malga com sementes de óleo e pressioná-las, ou tirar leite a uma vaca espremendo os mamilos ou encher um recepiente com natas e agitá-lo. É o método certo. ~ Majjhima Nikaya

Que tipo de meditação ensinou o Budha?

Para falar verdade, ninguém sabe realmente; no entanto, temos algumas pistas, em algumas das escrituras budistas, sobre a natureza da prática que ele pode ter ensinado . Na escritura referida acima, é claro que o Budha sentia que se não se usasse o método correcto não se podia esperar atingir o Nirvana - o estado plenamente desperto de liberdade absoluta e iluminação.

Budha também falou de duas qualidades que pensava serem fundamentais para o estado plenamente desperto: tranquilidade e "insite" (visão penetrante, discernimento).

Duas coisas conduzem à compreensão suprema. Quais são elas? tranquilidade e "insite". Se desenvolvermos tranquilidade, que benefício podemos esperar? A mente desenvolve-se.

O benefício de uma mente desenvolvida é que não somos mais escravos dos nossos impulsos.

Se desenvolvermos "insite", que benefícios isso trará? Encontraremos sabedoria.

E o ponto de desenvolver sabedoria é que isso nos traz liberdade face à cegueira da ignorância.

Uma mente limitada por impulso inconsiderado e ignorância nunca poderá desenvolver a verdadeira compreensão. Mas, pela via da tranquilidade e "insight", a mente encontrará a liberdade. ~ Anguttara Nikaya

É interessante que as duas formas mais populares de meditação budista ensinadas na actualidade chamam-se Samatha e Vipassana.

A meditação Samatha baseia-se na intenção e no esforço persistente da parte do meditante para concentrar a mente em algum objecto de meditação específico: sendo o objectivo o de desenvolver a capacidade da mente para se concentrar, porque quando a mente está num estado altamente concentrado, sabe-se que fica tranquila e, uma tal mente, pensa-se, teria o "insite" mais profundo possível.

Uma vez que o Budha explicou que apenas o método certo daria fruto, será válido explorar se a meditação Samatha, tal como é entendida e praticada hoje, é o método certo para trazer tranquilidade à mente. O termo Samatha signicifa, de facto, calma ou tranquilidade: um estado integrado em que a mente não está de nenhuma forma excitada ou activa. Está relacionado directamente com o termo Samadhi, o estado em que a mente está completamente quieta e imóvel e se mantém sem esforço em total concentração.

O que cria este estado tranquilo da mente? No seu estado plenamente desenvolvido, a tranquilidade é produzida pela paz, liberdade e despertar ilimitados que são experimentados no estado não condicionado, infinito do Nirvana. É a liberdade total e a felicidade absoluta do Nirvana que absorve automaticamente e espontaneamente e concentra a mente.

Medita, e na tua sabedoria, realiza o Nirvana, a felicidade mais alta. ~ Dhammapada

O mal-entendido em relação à meditação Samatha, tal como é entendida e praticada hoje, é que, simplesmente, a mente não necessita de ser treinada para adquirir a capacidade de se concentrar através da aplicação de práticas esforçadas de concentração.

A mente atingirá automática e espontaneamente este estado altamente tranquilo e concentrado simplesmente pelo facto de o meditante conhecer a técnica de como permitir que a mente seja atraída sem esforço para a felicidade do Nirvana.


É uma experiência comum que a mente fica naturalmente concentrada com qualquer coisa que lhe forneça paz e contentamento; esta é uma capacidade inerente da mente, portanto, não são necessários treino ou práticas de concentração.

É a realização produzida naturalmente pelo estado de Nirvana que concentra a mente, e isto acontece sem qualquer esforço da parte do meditante se ele ou ela estiver a usar o método correcto de meditação.

Através da prática regular e sem esforço do método certo, a qualidade vital da tranquilidade ficará estabilizada na vida do meditante e, como Budha disse, não seremos mais escravos dos nossos impulsos.

Além disso, porque a tendência natural da mente é mover-se para um campo de paz estável e contentamento de forma espontânea, o esforço individual no intuito de tentar controlar a mente para que permaneça apenas num objecto da atenção, como é feito na meditação Samatha hoje em dia, impede, de facto, a mente de correr na direcção da infinitude permanente e da felicidade de que tanto necessita e que tanto deseja.

No entanto, não é a meditação Samatha que é o tipo de meditação budista mais popular; a forma mais usada actualmente é a Vipassana ou meditação "Mindfulness". A Vipassana também é referida como meditação "Insite", porque, através da sua prática, somos supostos desenvolver um "insite" penetrante na verdadeira natureza da realidade. Budha explicou que, através da Vipassana, o que quer dizer literalmente 'através do insight', ou 'da visão clara', deveríamos adquirir a sabedoria que nos traz a liberdade face à cegueira da ignorância.

Nos dias de hoje, a meditação Vipassana/"Mindfulness" é praticada com uma atitude do praticante em que há a intenção de ser um observador imparcial de algum processo natural que esteja a ocorrer no seu corpo, mente ou emoções. Por exemplo, pretende-se que observemos apenas, ou que tenhamos o referido "insite" da subida e descida do abdómen no processo da respiração, ou que apenas observemos de forma imparcial a tomada de ar e a sua expulsão, no próprio processo de respirar.

Outra forma popular desta meditação é observar, do mesmo modo, o corpo no próprio acto de andar ou durante o processo de ficar parado em pé ou sentado. O elemento chave é tentar estar continuamente consciente que qualquer processo que esteja a ter lugar sem, de nenhuma maneira, interferir ou reagir positiva ou negativamente ao processo que está a ocorrer num dado momento.

A ideia é tentar estar totalmente consciente da experiência em si mesma, que está sempre a acontecer e a transformar-se, registando-a e deixando ir-se qualquer sensação que surja e se transforme. Esta prática, supostamente, traz um profundo "insite", uma sabedoria perfeita sobre a realidade última da verdadeira natureza da existência, tanto no seu estado condicionado como no estado não-condicionado.

Infelizmente, esta tentativa de desenvolver e obter "insite" através da prática de tentar ser um observador imparcial não é um método correcto. A razão está no facto de o observador imparcial, o único que é capaz da correcta "mindfulness" e do genuíno "insite", é o estado plenamente desperto do Nirvana, ele próprio.

O verdadeiro observador imparcial nunca é a atenção ou mente que está a tentar assistir ao processo. Isto acontece porque esta tentativa é, ela mesma, uma parte do próprio processo; não está fora do processo.

Em contraste evidente com isto, o observador imparcial genuíno está completamente fora de qualquer processo de surgimento e fim de um estado condicionado de existência; está totalmente para além da mente e de qualquer intenção humana ou esforço para observar qualquer coisa.

Perguntaram ao Budha: 'o que é a "mindfulness" correcta?' E ele respondeu da seguinte forma:

Quando vai, o monge sabe: "estou a ir"; ou, quando parado de pé, ele sabe: "eu estou de pé"; ou, quando está deitado, ele sabe: "estou deitado". Ou, qualquer que seja a posição em que se encontra o seu corpo, ele está consciente dela... Quer esteja a ir, quer fique parado de pé, quer esteja sentado, quer durma ou esteja acordado, fale ou fique em silêncio, ele está a agir com plena atenção. ~ Digha Nikaya

Nesta citação, é vital notar-se que a "Mindfulness" deve estar presente mesmo quando estamos a dormir. Por outras palavras, o processo de dormir deveria poder ser testemunhado ou observado ao mesmo tempo que, naturalmente, está a ocorrer.

À primeira vista, a observação imparcial do nosso próprio sono parece ser impossível, já que, quando estamos a dormir, como podemos nós observar qualquer coisa? A chave para perceber isto é que não é a mente que está a observar; no estado de sono, a mente está a dormir e não está consciente do processo do sono nem de nenhuma outra coisa.

No entanto, é possível ao estado Absoluto da consciência, o estado de Nirvana, testemunhar imparcialmente o processo de dormir. É o estado não-condicionado, Absoluto da consciência que é o verdadeiro observador imparcial de todos os valores em permanente mudança dos aspectos condicionados da vida, incluindo a mente e as suas intenções.

Só este valor supremo da vida é capaz de ser imparcial, já que apenas ele não tem falta de nada e nada pode ser subtraído ou adicionado ao seu estatuto eterno. Consequentemente, só a existência Absoluta do estado verdadeiramente desperto é capaz de penetrar totalmente a verdadeira natureza da vida e adquirir o supremo "insite" vivido, incorporado e expresso pelo Budha.

Como, então, podemos desenvolver o verdadeiro "insite", a Sabedoria Perfeita, sobre a realidade última da vida? Se a tentativa humana para ser um observador imparcial dos processos naturais não é o método apropriado, qual seria o método certo? É claro que o o método certo necessitaria de resultar no cultivar e integrar do estado transcendental do Despertar Absoluto, o estado de Nirvana. O Shurangama Sutra budista oferece o seguinte "insite" profundo:

Através de que órgão dos sentidos devo eu cultivar? Perguntas tu. Não estejas nervoso. É o próprio órgão do ouvido que Gwan Yin Bodhisattva usou que é o melhor para ti.

Gwan Yin Bodhisattva aperfeiçoou o seu cultivo através do órgão do ouvido, e Ananda seguiu-o cultivando o mesmo método. Os Budhas e Bodisatvas dos tempos anteriores deixaram-nos uma maravilhosa porta-Dharma em que também nós devemos seguir o método de cultivar o órgão do ouvido para aperfeiçoar a penetração. Este é o método mais fácil.

O método sugerido é referido como o método mais fácil porque envolve o acto simples e desprovido de esforço de deixar que a nossa atenção fique com um som para atingir a penetração perfeita. Penetração perfeita significa que conseguimos penetrar para além dos valores temporais e em constante mudança de todos os estados condicionados da existência e ficar como um com a paz e realização Absoluta, não-condicionada, eterna, nunca nascida e nunca perecível, que é o estado infinito todo-conhecedor do Nirvana, o fim de todo o sofrimento.

Mas, como deveríamos nós estar com um som? Qual é o método certo? O Shurangama Sutra oferece uma explicação adicional nos versos seguintes:

Felicidade (Ananda), e todos na grande assembleia se viram para o teu mecanismo de ouvir. Coloca de volta a audição a ouvir a tua própria natureza . A natureza tornar-se-á a via suprema. Isso é o que penetração perfeita significa realmente.
Esse é o portão de entrada dos Budhas, tantos como os grãos de poeira no ar. Esse é o caminho que leva ao Nirvana.
Tathagatas do passado aperfeiçoaram este método. Bodhisatvas dissolvem-se agora neste brilho total.
As pessoas do futuro que estudem e pratiquem também contarão com este Dharma. ~ Shurangama Sutra

Somos instruídos para nos voltarmos para o nosso mecanismo de ouvir. O que significa isto? Normalmente, ouvimos um som quando estamos a falar ou a ouvir outra pessoa a falar, ou quando um som é produzido por algo no ambiente exterior - um pássaro, um trovão, o som de um rio que corre, qualquer coisa.

Em geral, a nossa mente é dirigida para fora, para o ambiente do exterior. Contudo, com um método correcto de meditação, podemos aprender como usar sem esforço um som e segui-lo na direcção interior até à sua fonte original.

O método certo aqui está em conhecer como apreciar espontaneamente um som em direcção ao interior da mente.

Parece que esta era uma técnica de meditação ensinada pelo Budha quando dava mantras específicos ou sons (um mantra é um som específico usado durante a meditação) aos seus discípulos.

O sutra seguinte ilustra este ponto:

"Não há necessidade de desistires", disse o Budha. "Não deves abandonar a tua busca pela libertação apenas porque te pareces estúpido a ti próprio. Podes abandonar toda a filosofia que te foi dada e, em vez disso, repetir um mantra - um que irei agora dar-te". ~ Majjhima Nikaya

O som do mantra é experimentado inocentemente e sem esforço nos seus valores cada vez mais subtis até se desvanecer completamente e o meditante ser deixado no estado completamente calmo e plenamente desperto do Samadhi. Este processo natural é o que é referido nos versos acima, citados do Shurangama Sutra: traz de volta a audição para que ela ouça a tua própria natureza; a natureza tornar-se-á o Caminho supremo. Isso é o que significa realmente penetração perfeita.

É claro, nos versos, que o processo que resultou em "insite" supremo ou penetração perfeita é um processo que é conduzido pela própria natureza: a natureza passará a ser o Caminho supremo. Não é um processo conduzido pelo controlo ou esforços de concentração individuais, ou pela tentativa de se ser um observador imparcial.

No nosso tempo, um processo natural de trazer de volta o "mecanismo da audição" é conhecido como a técnica de Meditação Transcendental (MT). É uma prática que não envolve esforço nem requer qualquer crença em qualquer doutrina ou em que se siga qualquer estilo de vida em particular. Praticam-na pessoas de todas as religiões, tal como pessoas sem religião. Os seus benefícios práticos foram investigados cientificamente e documentados ao longo de 40 anos e foi ensinada em todo o mundo a mais de 6 milhões de pessoas de todas as raças e culturas.

Além disso, esta técnica não envolve nenhuma forma de concentração, contemplação ou qualquer esforço controlado da parte da mente, do intelecto ou emoções para nos distanciarmos de nós próprios, das nossas experiências, tentando ficar imóveis, desligados ou imparciais. Isto é um ponto vital, porque a Tranquilidade e "Insite" de que falou Budha nunca são referidas como sendo práticas.

Não é possível praticar a Tranquilidade ou o "Insite", mas é possível adquirir e desenvolver essas qualidades pelo processo de regularmente transcender até ao estado de Nirvana e ficar Nele como um. É o estado de Nirvana que é perfeitamente tranquilo e é o estado de perfeito "Insite", perfeita sabedoria.

O método certo de meditação será um que seja capaz de nos trazer para além de todos os estados impermanentes, em constante mutação e condicionados de existência, até ao estado de Nirvana. Será um método que seja capaz de transcender completamente o seu próprio processo, deixando-nos unidos com o Absoluto, libertos da ilusão de uma auto-existência limitada e separada.

Então, através de uma prática regular e sem esforço, este método permitir-nos-á integrar plenamente e estabilizar este estado imóvel, Absoluto, do Nirvana em todas as actividades e experiências da vida diária, permitindo-nos alcançar a meta de todos os Budhas e Bodisatvas - um mundo sem sofrimento.

Para concluir, o principal ponto deste ensaio sobre Budha e Meditação é que para adquirir Tranquilidade e "Insite", que são as qualidades da iluminação plena, para realizar a Sabedoria Perfeita que desabrocha em infinita compaixão, temos que aprender e usar a técnica correcta para nos voltarmos para dentro.

É como encher um recipiente com sementes de óleo e pressioná-las, ou mungir uma vaca puxando as tetas ou encher uma vasilha com natas e agitá-la. É o método certo. ~


Autor deste ensaio, o Dr. Finkelstein é professor de Religião Comparada e de Ciência Védica na Maharishi University of Management. Tem escrito artigos que identificam o terreno comum inerente a muitas tradições antigas de sabedoria. Organizou inúmeros cursos sobre os princípios universais que podem ser encontrados no Hinduismo, Taoismo, Confucionismo, Budismo, Judaismo, Christianismo, e Islão.


Wednesday, March 02, 2011

O Samadhi é o princípio e o fim do Ioga

por NEIL DICKIE em 30 de JUNHO, 2010

Este artigo é para as pessoas do Ioga - para os milhões de pessoas que redescobriram esta antiga mas, no entanto, muito sofisticada abordagem ao exercício. Dezenas de milhões adoptaram o Ioga porque é mais suave e delicado para o corpo e, no entanto, divertido e desafiante, e eficaz na promoção do bem estar. As pessoas também apreciam o Ioga devido ao seu efeito de quietude da mente. O ritmo calmo da prática do Ioga e a focalização nos detalhes concretos de alongamentos, de equilíbrio, respiração, ajudam-nos a esquecer as preocupações de uma vida agitada e a desfrutar do momento presente.

Tuesday, March 01, 2011

Revolução, Já!

Segundo muitos psicólogos,a maioria das pessoas apenas utiliza uma pequena parte do seu potencial mental, 10%, 5%? Se aplicarmos esta percentagem aos dedos que temos nas mãos, seria como ter dez dedos para usar mas apenas conseguir usar um! Também poderia concordar com quem acha que nada se pode mudar e que o homem está condenado a viver no nível da ganância e do salve-se quem puder que é característico do reino animal. Mas, a ser verdade o que os psicólogos afirmam, há qualquer coisa que parece não bater certo. Para quê ter 100% de potencial mental e só usar 10%?

Muito bem, as boas notícias são o que as últimas investigações científicas sobre a mente humana e a Meditação Transcendental, mostram que é possível, através desta técnica de relaxamento e desenvolvimento mental, expandir a consciência humana, aumentar o coeficiente de inteligência e trazer maior equilíbrio e felicidade ao homem, aumentando a percentagem do potencial de utilização das nossas mentes e, ao mesmo tempo, aumentar o equilíbrio e a harmonia, eliminar o stress, melhorar a saúde física, mental e ambiental.

O mundo mudará (em certo sentido já está a mudar) quando um número suficiente de pessoas (apenas uma pequena percentagem) praticar regularmente técnicas de expansão da consciência, entre as quais a MT é a mais profusamente investigada e a de maior eficácia comprovada nos estudos científicos.

Em tempos fui um revolucionário, no 25 de Abril de 1974. Rapidamente percebi que não era aquela a revolução que poderia mudar a sociedade e criar um mundo melhor. Os homens que apenas utilizam uma pequena parte do potencial mental com que vêm ao mundo não se comportam de acordo com as ideologias, os ideais, porque estão manietados pelo stress e pelo domínio do funcionamento das áreas do cérebro responsáveis pelos comportamentos mais animais (lóbulo occipital). 

O homem que trará uma sociedade nova, mais justa e feliz, é o homem em que o lóbulo pré-frontal assuma plenamente o controlo da sua actividade. Acontece que o stress "fecha" a actividade desta área do cérebro, activando a parte anterior, e o stress crónico (que domina a sociedade actual e os indivíduos) faz isso mesmo, mas de forma crónica! É por isso que ainda domina a irracionalidade, a ganância do lucro, a sede de poder, tão típica dos nossos queridos irmãos animais irracionais. É claro que eu penso que, como seres humanos, somos diferentes! É por isso que continuo a ser revolucionário, mas a minha revolução é a revolução diária e permanente da Meditação Transcendental.

Sobre o Amor

O amor liga. O amor une. Portanto, é um instrumento para a união. E o que há aqui a ser unido? Um pai a um filho, um homem a uma mulher? Um humano a um animal? O homem a Deus ou algo que o substitua, como a natureza, o universo, o cosmos? É um sentimento muito importante. É algo em que o ego desfruta, se sente pleno, satisfeito. É também dar. Gostar é dar, é gostar de dar, dar só porque dá prazer dar. O amor conquista porque todos gostam de receber. Ao dar amor dá-se atenção, cuidado, gentileza, pureza de coração. Um coração que vibra de amor é um coração que transborda de felicidade, plenitude. Viver no estado de amor é viver num sopro leve, num tempo que desaparece a cada segundo que passa, num tempo que engloba tudo em cada bocado de vida, tornando-o eterno. É também força, potência, ilimitada possibilidade de conseguir. O mundo, às costas, é leve para o amante. O amor transforma, baralha, volta a dar. Entra-se nele assim, sai-se assado. Remexe a mente, remexe o corpo. Enche, preenche. Este sentimento é uma força cósmica universal. Atrai só a ideia dele. Tê-lo não significa necessariamente ter algo de concreto, material. É possuir o segredo da vida, da vida plena. O amor é absoluto, não admite compromissos, ou é ou não é. Sente-se o amor. Vê-se na cara, nos olhos. É uma via. Um caminho. Uma meta. É Jesus na sua essência. É Buda. É a via directa para a auto-realização, para os mais altos voos da existência humana. Abre a porta ao sétimo e último estádio de evolução humana, a consciência unitária, o ioga, o nirvana, o reino dos céus dentro de nós. É muito importante, o amor! E é prazer em estado puro. A própria pureza leve da nossa ligação ao alto, ao mais alto, ao Eterno, ao Omnipotente, ao Omnipresente, à memória "smriti" do que serenamente sempre esteve lá, que é o senhor do Universo e que somos... cada um... de nós.

A dádiva!


Algumas frases de grandes homens e mulheres iluminados fazem-nos intuir e ter um vislumbre da transcendência, do absoluto, da experiência divina. Aquilo que é característico, para mim, em Maharishi, é que ele não se limitou a dar-nos muitos desses "insites", nem foi esse o seu contributo realmente distintivo. Ele deu-nos uma técnica para experimentarmos o Ser, uma tecnologia da consciência, um instrumento prático que nos permite aceder regularmente à consciência pura do Ser eterno e absoluto e incorporará-la na experiência do campo relativo, sempre em mutação, da nossa vida normal de todos os dias. Esta é a sua grande dádiva à humanidade.

Funcionamento integrado do cérebro através da MT

Tradução do site: http://tmdoctors.info/braindev.htm




A investigação sobre o cérebro descobriu que a Meditação Transcendental desenvolve o funcionamento do cérebro de uma forma que não se pensava ser possível até agora. Com a prática regular da MT o funcionamento do cérebro melhora, evoluindo do nível baixo de ordem, integração e coerência que é encontrado na maior parte das pessoas para graus crescentes de ordem, integração e coerência. 

Os dois diagramas acima são o resultado da análise de computador da actividade eléctrica do cérebro, designada como "ondas cerebrais" ou Electroencefalograma (EEG). Quanto mais "ondas" brancas, mais coerência. 

Durante a sessão de EEG do iniciante (precisamente, no primeiro dia de prática da MT) o sujeito sentou-se inicialmente com os olhos fechados, começando depois a MT. A coerência surgiu apenas durante a MT e somente na frequência alfa (10 hz), como se pode ver na figura da esquerda. No caso do meditante avançado, foi encontrada coerência mesmo quando os olhos estavam abertos, tendo aumentado depois, quando os olhos se fecharam, e mais ainda durante a meditação. Continuou depois da meditação. Também apresentou coerência em todas as principais frequências EEG, como se vê na figura da direita.

O governo é o espelho inocente da consciência colectiva

O governo é o espelho inocente da consciência colectiva. Esta é o produto do conjunto das consciências individuais. A capacidade de escolher um bom governo e de o demitir caso não sirva depende da qualidade da consciência colectiva de um povo. 

Quando o stress é prevalente na consciência individual e colectiva as escolhas tendem a ser deficientes, feitas de acordo com os impulsos mais primitivos emitidos pela parte anterior do cérebro. Uma vez que o stress faz com que a parte posterior do cérebro, o córtex pré-frontal (responsável pelo planeamento, pelo juízo moral e pela racionalidade) feche, dando lugar à "resposta de fuga ou luta" característica do animal que há em nós, em que assume funções a parte traseira do cérebro, e tendo também em conta que o stress, quando é crónico (como acontece a nível da consciência colectiva das nossas sociedades) fecha a actividade do córtex pré-frontal dos cérebros da população de forma também crónica, o resultado é que as escolhas dos governos é baseada em impulsos mais animais que racionais, numa consciência mais ilusória que real, mais mesmerizada do que alerta. Com este estado de consciência lidam, nomeadamente, a publicidade e a propaganda (ver "O Século do Ser" - documentário da BBC da maior importância), instrumentos decisivos no controlo das mentes mesmerizadas, ao serviço de mentes... cegas.

É aqui que a Meditação Transcendental tem um papel chave para abrir a consciência à Realidade, activando o córtex pré-frontal e colocando em funcionamento equilibrado todas as partes do cérebro, optimizando o seu funcionamento e libertando o seu pleno potencial de conhecedor e de criador. Quando praticada em grandes grupos, e com as técnicas avançadas, como o voo ióguico, o efeito é exponencial a nível da consciência colectiva, e resultando em paz e realização tanto a nível individual como social.




O texto abaixo, a propósito do seu quarto aniversário, mostra o resultado experimental da Assembleia da América Invencível neste contexto.


Fourth Anniversary of the Invincible America Assembly, July 23, 2010 Large Group Meditations Produce Dramatic Decrease in Violent Crime, Rise in “Peacefulness,” as PredictedMurder Rates Inexplicably at 40-Year Lows in Many U.S. Cities

“We predict that America will rise to become a true powerhouse of peace when the number of group meditation experts in Iowa rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, which is predicted to cause a more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace.”

— Dr. John Hagelin, Executive Director, International Center for Invincible Defense. An unexpected drop in crime last year, with homicide rates in some major U.S. cities plunging to levels not seen in four decades, and a rise in “peacefulness” in the nation are among the findings of the first-ever scientific demonstration project, now entering its fifth year, documenting the long-term peace-promoting effects of large group meditations on national trends in America. 

The “Invincible America Assembly” was launched on July 23, 2006, at Maharishi University of Management in Fairfield, Iowa. Dr. John Hagelin, executive director of the International Center for Invincible Defense and director of the Invincible America Assembly, predicted in advance of the start of the Assembly a significant drop in violent crime nationwide, and improved U.S. relations overseas. Dr. Hagelin’s predictions have been borne out by FBI Uniform Crime Reports and by an independent analysis of U.S. domestic and foreign policy trends. 

As the Washington Post reported on May 25, 2010: “The national violent crime rate had risen in 2005 and 2006 …. But crimes of violence began going down in 2007, falling 0.7 percent that year and then an additional 1.9 percent in 2008. The trend accelerated [in 2009] with a 5.5 percent reduction in overall violent crime and a decrease of 8.1 percent in robberies, 4.2 percent in aggravated assaults and 3.1 percent in rapes.” Reuters highlighted the dramatic and unexpected reductions in crime rates in 2009:“Year-end statistics from the largest U.S. cities defy the predictions of many police commanders who braced for a crime wave they expected to be unleashed by the recession, rising home foreclosures and social despair.

“Last year turned out to be the safest on record in New York City, with the murder rate in the nation's biggest metropolis plunging to its lowest level since the city began gathering comparable data in the early 1960s.

“Crime overall was down about 11 percent in New York and off 12 percent Chicago. The number of murders in Dallas fell for a second straight year in 2009 to its lowest mark since 1967.

“Los Angeles, the second-most populous U.S. city, posted its lowest crime rate in about 50 years, with violent crimes including homicide dropping nearly 11 percent from 2008 levels and property crimes down 8 percent for the same period. Homicides alone in Los Angeles dropped by 18 percent.” 

Global Peace Index shows rise in U.S. “peacefulness”At the same time, according to the “Global Peace Index” (GPI) of the Institute for Economics and Peace, the U.S. experienced the biggest year-on-year improvement in peacefulness since 2007. (The GPI is composed of 23 qualitative and quantitative indicators, which combine internal and external factors ranging from military expenditure to relations with neighboring countries and levels of violent crime.)

“It is possible that reductions in homicide rates, armed robbery, assaults, and rapes—as well as an improvement in ‘peacefulness’—might have occurred, individually, on their own. But the fact that all this good news began when we launched our Assembly in July 2006—exactly as we predicted four years ago—is well beyond chance. It is the direct result of the coherence created by the Invincible America Assembly,” Dr. Hagelin said.

Positive influence of group meditations is immediate and profoundExtensive published research shows that coherence and positivity are created in collective consciousness when a small number of people practice Transcendental Meditation and its advanced Yogic Flying technique together in a group. This rise of positivity in collective consciousness reduces negative trends, including crime and violence, and improves economic trends. 

“Rigorous statistical analysis shows that the upsurge of positive trends started on the month the Assembly began—July 2006—when an initial group of 1200 experts assembled from across the U.S. and around the world to practice these technologies in a group,” said Dr. Hagelin, who added that when the number of group meditation experts rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, America will rise to become a true powerhouse of peace. “Twenty-five hundred is the number required to create a far more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace,” Dr. Hagelin said. The Invincible America Assembly has been funded by a grant from the Howard and Alice Settle Foundation for an Invincible America.

Mantendo o Seu Córtex Pré-frontal "Online": Neuroplasticidade, Stress e Meditação

O texto abaixo é a tradução de um artigo da escritora Jeanne Ball, da Fundação David Lynch, que pode ser lido na versão inglesa original aqui.


À medida que avançamos na vida, o nosso cérebro vai mudando e vai-se adaptando sempre, dizem os neurocientistas. Nos primeiros 18 a 20 anos da vida o cérebro está a desenvolver circuitos que formarão a base do processo de tomada de decisões de toda uma vida. Os investigadores do cérebro descobriram que os estilos de vida não saudáveis podem inibir o desenvolvimento normal deste órgão nos adolescentes e conduzem a julgamentos desajustados e a um comportamento destrutivo que se prolonga pela idade adulta. As experiências traumáticas, o abuso do álcool e das drogas, o crescimento negligenciado num lar desestruturado, a vida dominada pelo medo da violência e do crime, ou mesmo uma má dieta alimentar podem interferir com o desenvolvimento dos lobos frontais, que são o sistema executivo do cérebro. Isto pode causar problemas comportamentais. O investigador do cérebro, Dr. Fred Travis explica: "quando os lobos frontais de uma pessoa não se desenvolvem devidamente, ela live uma vida primitiva. Não planeia - porque não consegue - o que vem a seguir. O seu mundo é simplista, e só consegue lidar com o que lhe está a acontecer agora. O pensamento torna-se rígido: 'você ou está comigo ou contra mim', ou 'eu e o meu gang somos bons, e todas as outras pessoas são más'"

Evidência científica de que a Meditação Transcendental funciona

“Tal como há muitos tipos de medicação, há também muitas aproximações que se designam por 'meditação'. A maior parte da investigação tem sido, de longe, feita sobre a técnica de Meditação Transcendental —e os resultados indicam claramente que a MT funciona melhor do que outras técnicas mentais de promoção da saúde investigadas. Se a investigação mostrar que um medicamento específico ajuda a tratar uma desordem, seria irresponsável e ilógico concluir que todos os medicamentos ajudam a tratar aquela desordem. Da mesma forma, a investigação sobre a MT não deve ser generalizada ao ponto de incluir outras técnicas que se chamem também 'meditação'. Devemos inteligentemente escolher aquilo que funciona e aquilo que é suportado pela investigação científica. Portanto, eu apoio fortemente a introdução, especificamente, da Meditação Transcendental nas escolas e nos sistemas de saúde da nossa nação." —James Krag, M.D., Fellow da American Psychiatric Association, presidente da Virginia Association of Community Psychiatrists, e director médico dos Valley Community Services Board em Staunton, Virginia.

Ficando cada vez melhor à medida que envelhece: Clint Eastwood e a Meditação Transcendental


Por Mario Orsatti, em Maio de 2010, Transcendental Meditation Blog


As pessoas que envelhecem bem são uma inspiração - especialmente para mim, que cheguei aos 60.

Clint Eastwood é, certamente, um óptimo exemplo. Aos 62 anos, Eastwood ganhou o seu primeiro Óscar pelo filme Unforgiven. Depois, como muitos realizadores acreditam, com a idade, ele apenas foi ficando mais forte e melhor, trilhando um caminho espantoso de sucessos criativos.

Eastwood tem agora 79 anos, e desde o seu primeiro Óscar, fez já 15 filmes - três dos quais foram nomeados para Melhor Filme. (O seu filme mais recente, Invictus, teve duas nomeações para o Óscar da Academia). Eastwood foi também nomeado para Melhor Realizador ou Melhor actor outras 4 vezes. E também colabora frequentemente na música dos seus filmes.

É claro que eu gosto de pensar que a sua prática da Meditação Transcendental tem tido algo a ver com isto. Numa recente edição da  revista GQ, Clint Eastwood foi questionado sobre a sua prática da MT.

Ainda medita?

Duas vezes por dia.

Em que é que a meditação lhe é útil?

Funciona muito bem. Sou religioso quanto a ela quando estou a trabalhar. Acredito em qualquer ajuda que possamos encontrar para nós próprios... Portanto, a meditação, comigo, é uma coisa de auto-confiança. Pratico-a há quase quarenta anos.

Eastwood revelou publicamente a sua rotina diária de MT nos anos 1970, altura em que apareceu no Merv Griffin Show com o fundador do Programa de Meditação Transcendental, Maharishi Mahesh Yogi. Desde então, tem desfrutado calmamente da prática da MT.

Acho incrível a quantidade de pessoas que praticam a Meditação Transcendental todos os dias, ano após anos. Penso que sei como  elas se sentem, e porquê passam este tempo a transcender todos os dias - porque os faz sentir mais vivos, mais recompostos, e mais capazes de seguir em frente e crescer.

Faz-me lembrar algo que Maharishi escreveu no seu livro, Ciência do Ser e Arte de Viver:

"A expansaõ da felicidade é o propósito da vida, e a evolução é o processo através do qual ela se verifica...
'Se alguém não é feliz, então perdeu o próprio propósito da vida. Se alguém não está constantemente a desenvolver a sua inteligência, poder, criatividade, paz e felicidade, então passou ao lado do próprio propósito da vida. A vida não é para ser vivida em apatia, com falta de empenhamento, e em sofrimento; estas coisas não pertencem à natureza essencial da vida" 

O Ioga Sutra da Paz

Por Thomas Egenes, PH.D. 30 de Setembro de 2010
Tradução minha


No
 Ioga Sutra, o primeiro dos oito membros do Ioga designa-se Yama. Yama tem cinco aspectos, começando por ahimsa, que quer dizer 'não-ferimento' ou 'não violência'. O Mahatma Ghandi tornou o ahimsa famoso quando mobilizou toda a Índia para se libertar da dominação britânica sem disparar um tiro. Martin Lutjer King, Jr., o líder do movimento dos direitos civis nos EUA, foi um entre muitos dos que foram influenciados por Ghandi e pelo seu uso de ahimsa para conseguir a mudança social sem violência.
O Ioga Sutra descreve o que acontece quando uma pessoa está estabelecida no 'não-ferimento': "onde o não-ferimento está estabelecido, na vizinhança disso, as tendências hostis são eliminadas". (2.35)

Em sânskrito: ahimsa-pratishthayam tat-sannidhau vaira-tyagah. A tradução palavra por palavra é: "onde o não-ferimento (ahimsa) está estabelecido (pratishthayam), na vizinhança (sannidhau) disso (tat), as tendências hostis (vaira) são eliminadas (tyagah).

De acordo com o Ioga Sutra, onde está estabelecido o 'não-ferimento'? No estado de ioga, que é definido no segundo sutra do Ioga Sutra, como o completo aquietar da actividade da mente. A mente quieta, a mente estabelecida em ioga, está livre de ferimento, e o Ioga Sutra afirma que, para esta pessoa, o ambiente torna-se livre de hostilidade. S. Francisco de Assis, por exemplo, era famoso por acalmar as pessoas e até os animais em seu redor apenas pelo poder do amor. Um indivíduo que tem a mente cheia de paz irradia uma influência de paz, e portanto, cria uma realidade que é pacífica.

Ter ou não ter - essa é a questão?



Sócrates
No nosso país, após a revolução do 25 de Abril, houve uma classe de pessoas que se quis acrescentar às muito poucas famílias a que Salazar deu o privilégio de poderem "ter", de serem economicamente abastadas, quando congeminou o sistema do condicionamento industrial, criando monopólios e protegendo-os de uma sã concorrência, que é a característica de uma economia de mercado.

Aquela classe de pessoas, ao tempo da ditadura, até podiam ter ideais de justiça social e de liberdade e, sem dúvida, muita dessa gente contribuiu para a criação das novas condições políticas de democracia instaurada após a revolução dos cravos. Mas lá no fundo, germinava ao mesmo tempo uma revolta e uma aspiração a poderem vir a partilhar uma parte do bolo do poder económico e social com a antiga casta intocável da ditadura.

Tudo isto está assente no mais básico do ser humano que, resumidamente, se pode designar como a procura da felicidade. Infelizmente, e com o passar do tempo e da prática democrática no novo regime, o aspecto que veio a vingar foi, e dada a dificuldade em implementar os ideais mais nobres do ser humano (a palavra utopia passou a ter uma conotação depreciativa, quando antes era motivo de mobilização e exaltação), aquilo que foi vencendo foi o segundo aspecto - uma vez desistidos da utopia, haveria então que procurar a felicidade na tal partilha do bolo, na procura do "ter". Mas como este "ter" nunca satisfaz totalmente o ser humano (depois do fiat vem o ford, depois o jaguar, depois o ferrari, depois o rolls royce...etc), aquilo que se foi estabelecendo  foi o domínio do aparelho de estado para satisfazer esta fome insaciável de mais e mais poder, mais e mais riqueza.

Temos, portanto, hoje, a par das velhas famílias ricas, uma nova classe de gente na política e no estado e suas empresas, completamente afastada da realidade do resto do povo, da maioria da classe média que vê a vida a deteriorar-se ao longo dos anos, após um primeiro período em que obteve melhorias de vida significativas.

A tendência actual é, assim, o aprofundamento enorme do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, o endividamento insustentável do país e o amadurecimento duma situação social e política de crise grave.

Tudo isto se deve à procura da felicidade lá onde ela não pode ser encontrada de forma durável. No mundo das coisas materiais tudo é transitório e o "hipe" do poder tende cada vez mais a transformar-se em desastre pessoal para a vida dos envolvidos que verão o seu nome na lama, depois de serem atirados para práticas cada vez mais imorais e mesmo ilegais para satisfazer o seu "drive" infinito para mais e mais...

Ter ou não ter - será a questão?
Shakespeare deixou outra afirmação à humanidade, muito mais certa, muito mais verdadeira quanto àquilo que está na base da verdadeira satisfação humana. "Ser ou não ser - eis a questão!".
Muito antes dele, nos alvores da humanidade, a tradição védica, tinha-nos já legado esta mesma ideia e conhecimento sobre quem é o homem, qual o objectivo da sua vida, onde se pode procurar aquela satisfação e prazer que são duráveis e que não nos levam de prazer em prazer mundano, como folhas ao sabor do vento, sem rumo ou destino nem verdadeiro conhecimento da real natureza humana.

Depois dela, verdadeiros marcos do conhecimento humano em várias tradições culturais repetiram-no vezes sem conta para quem quisesse ouvir: Sócrates (o original), Platão, Confúcio, Buda, Jesus Cristo, Shankara, etc., etc.

Na actualidade, tivemos até há muito pouco tempo, Swami Brahmananda Sarasvati e Maharishi Mahes Yogi, que nos deixaram uma forma prática e fácil de chegar ao tal Ser, de o experimentar diariamente, e de o incorporar, através da prática regular da técnica de Meditação Transcendental, na prática da nossa vida diária.
Budha

Jesus
Neste aparente beco sem saída a que chegámos como povo e como projecto, há pois uma luz ao fundo do túnel! A melhor forma de lidar com as questões práticas da vida de uma pessoa ou de um povo, é retirarmo-nos primeiro para o silêncio do nosso Ser interior, tal como o arqueiro, que para atirar a seta à maior distância, a puxa primeiro no arco alguns centímetros para trás. Quando o fazemos regularmente, e quando isso passa a fazer parte da nossa rotina de vida, estamos a estabelecer um novo paradigma de acção, em que a luz desse Ser ilumina naturalmente o conjunto da nossa actividade, tanto a nível individual como colectivo. Com menos stress e mais luz interior, a vida torna-se mais fácil, os problemas, quaisquer que eles sejam, dissolvem-se nas soluções simples e naturais que nos surgem de dentro.

Maharishi
Talvez , portanto, esta crise em que estamos todos a deixar que a nossa consciência desague, seja o novo ponto de partida para um novo projecto de povo, um projecto que, no entanto, se tem mantido sempre na alma dos mais sensatos e sensíveis de entre os nossos melhores. Muitos políticos, por esse mundo fora, estão a entrar nesta nova consciência da realidade. Mais tarde ou mais cedo, e, quanto mais não seja, por arrasto, também os nossos políticos acordarão para a nova e velha realidade, que está aí mesmo, dentro de si! Esse será o momento, o "turning point", em que a política será a arte da felicidade, de criar a felicidade do povo e deixar que a felicidade invada a vida privada e a vida social, cumprindo-se assim a razão da vida: ser feliz!