por NEIL DICKIE em 30 de JUNHO, 2010
Wednesday, March 02, 2011
Tuesday, March 01, 2011
Revolução, Já!

Muito bem, as boas notícias são o que as últimas investigações científicas sobre a mente humana e a Meditação Transcendental, mostram que é possível, através desta técnica de relaxamento e desenvolvimento mental, expandir a consciência humana, aumentar o coeficiente de inteligência e trazer maior equilíbrio e felicidade ao homem, aumentando a percentagem do potencial de utilização das nossas mentes e, ao mesmo tempo, aumentar o equilíbrio e a harmonia, eliminar o stress, melhorar a saúde física, mental e ambiental.
O mundo mudará (em certo sentido já está a mudar) quando um número suficiente de pessoas (apenas uma pequena percentagem) praticar regularmente técnicas de expansão da consciência, entre as quais a MT é a mais profusamente investigada e a de maior eficácia comprovada nos estudos científicos.
Em tempos fui um revolucionário, no 25 de Abril de 1974. Rapidamente percebi que não era aquela a revolução que poderia mudar a sociedade e criar um mundo melhor. Os homens que apenas utilizam uma pequena parte do potencial mental com que vêm ao mundo não se comportam de acordo com as ideologias, os ideais, porque estão manietados pelo stress e pelo domínio do funcionamento das áreas do cérebro responsáveis pelos comportamentos mais animais (lóbulo occipital).
O homem que trará uma sociedade nova, mais justa e feliz, é o homem em que o lóbulo pré-frontal assuma plenamente o controlo da sua actividade. Acontece que o stress "fecha" a actividade desta área do cérebro, activando a parte anterior, e o stress crónico (que domina a sociedade actual e os indivíduos) faz isso mesmo, mas de forma crónica! É por isso que ainda domina a irracionalidade, a ganância do lucro, a sede de poder, tão típica dos nossos queridos irmãos animais irracionais. É claro que eu penso que, como seres humanos, somos diferentes! É por isso que continuo a ser revolucionário, mas a minha revolução é a revolução diária e permanente da Meditação Transcendental.
Sobre o Amor
O amor liga. O amor une. Portanto, é um instrumento para a união. E o que há aqui a ser unido? Um pai a um filho, um homem a uma mulher? Um humano a um animal? O homem a Deus ou algo que o substitua, como a natureza, o universo, o cosmos? É um sentimento muito importante. É algo em que o ego desfruta, se sente pleno, satisfeito. É também dar. Gostar é dar, é gostar de dar, dar só porque dá prazer dar. O amor conquista porque todos gostam de receber. Ao dar amor dá-se atenção, cuidado, gentileza, pureza de coração. Um coração que vibra de amor é um coração que transborda de felicidade, plenitude. Viver no estado de amor é viver num sopro leve, num tempo que desaparece a cada segundo que passa, num tempo que engloba tudo em cada bocado de vida, tornando-o eterno. É também força, potência, ilimitada possibilidade de conseguir. O mundo, às costas, é leve para o amante. O amor transforma, baralha, volta a dar. Entra-se nele assim, sai-se assado. Remexe a mente, remexe o corpo. Enche, preenche. Este sentimento é uma força cósmica universal. Atrai só a ideia dele. Tê-lo não significa necessariamente ter algo de concreto, material. É possuir o segredo da vida, da vida plena. O amor é absoluto, não admite compromissos, ou é ou não é. Sente-se o amor. Vê-se na cara, nos olhos. É uma via. Um caminho. Uma meta. É Jesus na sua essência. É Buda. É a via directa para a auto-realização, para os mais altos voos da existência humana. Abre a porta ao sétimo e último estádio de evolução humana, a consciência unitária, o ioga, o nirvana, o reino dos céus dentro de nós. É muito importante, o amor! E é prazer em estado puro. A própria pureza leve da nossa ligação ao alto, ao mais alto, ao Eterno, ao Omnipotente, ao Omnipresente, à memória "smriti" do que serenamente sempre esteve lá, que é o senhor do Universo e que somos... cada um... de nós.
A dádiva!

Funcionamento integrado do cérebro através da MT
Tradução do site: http://tmdoctors.info/braindev.htm
A investigação sobre o cérebro descobriu que a Meditação Transcendental desenvolve o funcionamento do cérebro de uma forma que não se pensava ser possível até agora. Com a prática regular da MT o funcionamento do cérebro melhora, evoluindo do nível baixo de ordem, integração e coerência que é encontrado na maior parte das pessoas para graus crescentes de ordem, integração e coerência.
Os dois diagramas acima são o resultado da análise de computador da actividade eléctrica do cérebro, designada como "ondas cerebrais" ou Electroencefalograma (EEG). Quanto mais "ondas" brancas, mais coerência.
Durante a sessão de EEG do iniciante (precisamente, no primeiro dia de prática da MT) o sujeito sentou-se inicialmente com os olhos fechados, começando depois a MT. A coerência surgiu apenas durante a MT e somente na frequência alfa (10 hz), como se pode ver na figura da esquerda. No caso do meditante avançado, foi encontrada coerência mesmo quando os olhos estavam abertos, tendo aumentado depois, quando os olhos se fecharam, e mais ainda durante a meditação. Continuou depois da meditação. Também apresentou coerência em todas as principais frequências EEG, como se vê na figura da direita.
A investigação sobre o cérebro descobriu que a Meditação Transcendental desenvolve o funcionamento do cérebro de uma forma que não se pensava ser possível até agora. Com a prática regular da MT o funcionamento do cérebro melhora, evoluindo do nível baixo de ordem, integração e coerência que é encontrado na maior parte das pessoas para graus crescentes de ordem, integração e coerência.
Os dois diagramas acima são o resultado da análise de computador da actividade eléctrica do cérebro, designada como "ondas cerebrais" ou Electroencefalograma (EEG). Quanto mais "ondas" brancas, mais coerência.
Durante a sessão de EEG do iniciante (precisamente, no primeiro dia de prática da MT) o sujeito sentou-se inicialmente com os olhos fechados, começando depois a MT. A coerência surgiu apenas durante a MT e somente na frequência alfa (10 hz), como se pode ver na figura da esquerda. No caso do meditante avançado, foi encontrada coerência mesmo quando os olhos estavam abertos, tendo aumentado depois, quando os olhos se fecharam, e mais ainda durante a meditação. Continuou depois da meditação. Também apresentou coerência em todas as principais frequências EEG, como se vê na figura da direita.
O governo é o espelho inocente da consciência colectiva
O governo é o espelho inocente da consciência colectiva. Esta é o produto do conjunto das consciências individuais. A capacidade de escolher um bom governo e de o demitir caso não sirva depende da qualidade da consciência colectiva de um povo.
Quando o stress é prevalente na consciência individual e colectiva as escolhas tendem a ser deficientes, feitas de acordo com os impulsos mais primitivos emitidos pela parte anterior do cérebro. Uma vez que o stress faz com que a parte posterior do cérebro, o córtex pré-frontal (responsável pelo planeamento, pelo juízo moral e pela racionalidade) feche, dando lugar à "resposta de fuga ou luta" característica do animal que há em nós, em que assume funções a parte traseira do cérebro, e tendo também em conta que o stress, quando é crónico (como acontece a nível da consciência colectiva das nossas sociedades) fecha a actividade do córtex pré-frontal dos cérebros da população de forma também crónica, o resultado é que as escolhas dos governos é baseada em impulsos mais animais que racionais, numa consciência mais ilusória que real, mais mesmerizada do que alerta. Com este estado de consciência lidam, nomeadamente, a publicidade e a propaganda (ver "O Século do Ser" - documentário da BBC da maior importância), instrumentos decisivos no controlo das mentes mesmerizadas, ao serviço de mentes... cegas.
É aqui que a Meditação Transcendental tem um papel chave para abrir a consciência à Realidade, activando o córtex pré-frontal e colocando em funcionamento equilibrado todas as partes do cérebro, optimizando o seu funcionamento e libertando o seu pleno potencial de conhecedor e de criador. Quando praticada em grandes grupos, e com as técnicas avançadas, como o voo ióguico, o efeito é exponencial a nível da consciência colectiva, e resultando em paz e realização tanto a nível individual como social.

O texto abaixo, a propósito do seu quarto aniversário, mostra o resultado experimental da Assembleia da América Invencível neste contexto.
Fourth Anniversary of the Invincible America Assembly, July 23, 2010 Large Group Meditations Produce Dramatic Decrease in Violent Crime, Rise in “Peacefulness,” as PredictedMurder Rates Inexplicably at 40-Year Lows in Many U.S. Cities
“We predict that America will rise to become a true powerhouse of peace when the number of group meditation experts in Iowa rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, which is predicted to cause a more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace.”
— Dr. John Hagelin, Executive Director, International Center for Invincible Defense. An unexpected drop in crime last year, with homicide rates in some major U.S. cities plunging to levels not seen in four decades, and a rise in “peacefulness” in the nation are among the findings of the first-ever scientific demonstration project, now entering its fifth year, documenting the long-term peace-promoting effects of large group meditations on national trends in America.
The “Invincible America Assembly” was launched on July 23, 2006, at Maharishi University of Management in Fairfield, Iowa. Dr. John Hagelin, executive director of the International Center for Invincible Defense and director of the Invincible America Assembly, predicted in advance of the start of the Assembly a significant drop in violent crime nationwide, and improved U.S. relations overseas. Dr. Hagelin’s predictions have been borne out by FBI Uniform Crime Reports and by an independent analysis of U.S. domestic and foreign policy trends.
As the Washington Post reported on May 25, 2010: “The national violent crime rate had risen in 2005 and 2006 …. But crimes of violence began going down in 2007, falling 0.7 percent that year and then an additional 1.9 percent in 2008. The trend accelerated [in 2009] with a 5.5 percent reduction in overall violent crime and a decrease of 8.1 percent in robberies, 4.2 percent in aggravated assaults and 3.1 percent in rapes.” Reuters highlighted the dramatic and unexpected reductions in crime rates in 2009:“Year-end statistics from the largest U.S. cities defy the predictions of many police commanders who braced for a crime wave they expected to be unleashed by the recession, rising home foreclosures and social despair.
“Last year turned out to be the safest on record in New York City, with the murder rate in the nation's biggest metropolis plunging to its lowest level since the city began gathering comparable data in the early 1960s.
“Crime overall was down about 11 percent in New York and off 12 percent Chicago. The number of murders in Dallas fell for a second straight year in 2009 to its lowest mark since 1967.
“Los Angeles, the second-most populous U.S. city, posted its lowest crime rate in about 50 years, with violent crimes including homicide dropping nearly 11 percent from 2008 levels and property crimes down 8 percent for the same period. Homicides alone in Los Angeles dropped by 18 percent.”
Global Peace Index shows rise in U.S. “peacefulness”At the same time, according to the “Global Peace Index” (GPI) of the Institute for Economics and Peace, the U.S. experienced the biggest year-on-year improvement in peacefulness since 2007. (The GPI is composed of 23 qualitative and quantitative indicators, which combine internal and external factors ranging from military expenditure to relations with neighboring countries and levels of violent crime.)
“It is possible that reductions in homicide rates, armed robbery, assaults, and rapes—as well as an improvement in ‘peacefulness’—might have occurred, individually, on their own. But the fact that all this good news began when we launched our Assembly in July 2006—exactly as we predicted four years ago—is well beyond chance. It is the direct result of the coherence created by the Invincible America Assembly,” Dr. Hagelin said.
Positive influence of group meditations is immediate and profoundExtensive published research shows that coherence and positivity are created in collective consciousness when a small number of people practice Transcendental Meditation and its advanced Yogic Flying technique together in a group. This rise of positivity in collective consciousness reduces negative trends, including crime and violence, and improves economic trends.
“Rigorous statistical analysis shows that the upsurge of positive trends started on the month the Assembly began—July 2006—when an initial group of 1200 experts assembled from across the U.S. and around the world to practice these technologies in a group,” said Dr. Hagelin, who added that when the number of group meditation experts rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, America will rise to become a true powerhouse of peace. “Twenty-five hundred is the number required to create a far more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace,” Dr. Hagelin said. The Invincible America Assembly has been funded by a grant from the Howard and Alice Settle Foundation for an Invincible America.
Quando o stress é prevalente na consciência individual e colectiva as escolhas tendem a ser deficientes, feitas de acordo com os impulsos mais primitivos emitidos pela parte anterior do cérebro. Uma vez que o stress faz com que a parte posterior do cérebro, o córtex pré-frontal (responsável pelo planeamento, pelo juízo moral e pela racionalidade) feche, dando lugar à "resposta de fuga ou luta" característica do animal que há em nós, em que assume funções a parte traseira do cérebro, e tendo também em conta que o stress, quando é crónico (como acontece a nível da consciência colectiva das nossas sociedades) fecha a actividade do córtex pré-frontal dos cérebros da população de forma também crónica, o resultado é que as escolhas dos governos é baseada em impulsos mais animais que racionais, numa consciência mais ilusória que real, mais mesmerizada do que alerta. Com este estado de consciência lidam, nomeadamente, a publicidade e a propaganda (ver "O Século do Ser" - documentário da BBC da maior importância), instrumentos decisivos no controlo das mentes mesmerizadas, ao serviço de mentes... cegas.
É aqui que a Meditação Transcendental tem um papel chave para abrir a consciência à Realidade, activando o córtex pré-frontal e colocando em funcionamento equilibrado todas as partes do cérebro, optimizando o seu funcionamento e libertando o seu pleno potencial de conhecedor e de criador. Quando praticada em grandes grupos, e com as técnicas avançadas, como o voo ióguico, o efeito é exponencial a nível da consciência colectiva, e resultando em paz e realização tanto a nível individual como social.

O texto abaixo, a propósito do seu quarto aniversário, mostra o resultado experimental da Assembleia da América Invencível neste contexto.
Fourth Anniversary of the Invincible America Assembly, July 23, 2010 Large Group Meditations Produce Dramatic Decrease in Violent Crime, Rise in “Peacefulness,” as PredictedMurder Rates Inexplicably at 40-Year Lows in Many U.S. Cities
“We predict that America will rise to become a true powerhouse of peace when the number of group meditation experts in Iowa rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, which is predicted to cause a more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace.”
— Dr. John Hagelin, Executive Director, International Center for Invincible Defense. An unexpected drop in crime last year, with homicide rates in some major U.S. cities plunging to levels not seen in four decades, and a rise in “peacefulness” in the nation are among the findings of the first-ever scientific demonstration project, now entering its fifth year, documenting the long-term peace-promoting effects of large group meditations on national trends in America.
The “Invincible America Assembly” was launched on July 23, 2006, at Maharishi University of Management in Fairfield, Iowa. Dr. John Hagelin, executive director of the International Center for Invincible Defense and director of the Invincible America Assembly, predicted in advance of the start of the Assembly a significant drop in violent crime nationwide, and improved U.S. relations overseas. Dr. Hagelin’s predictions have been borne out by FBI Uniform Crime Reports and by an independent analysis of U.S. domestic and foreign policy trends.
As the Washington Post reported on May 25, 2010: “The national violent crime rate had risen in 2005 and 2006 …. But crimes of violence began going down in 2007, falling 0.7 percent that year and then an additional 1.9 percent in 2008. The trend accelerated [in 2009] with a 5.5 percent reduction in overall violent crime and a decrease of 8.1 percent in robberies, 4.2 percent in aggravated assaults and 3.1 percent in rapes.” Reuters highlighted the dramatic and unexpected reductions in crime rates in 2009:“Year-end statistics from the largest U.S. cities defy the predictions of many police commanders who braced for a crime wave they expected to be unleashed by the recession, rising home foreclosures and social despair.
“Last year turned out to be the safest on record in New York City, with the murder rate in the nation's biggest metropolis plunging to its lowest level since the city began gathering comparable data in the early 1960s.
“Crime overall was down about 11 percent in New York and off 12 percent Chicago. The number of murders in Dallas fell for a second straight year in 2009 to its lowest mark since 1967.
“Los Angeles, the second-most populous U.S. city, posted its lowest crime rate in about 50 years, with violent crimes including homicide dropping nearly 11 percent from 2008 levels and property crimes down 8 percent for the same period. Homicides alone in Los Angeles dropped by 18 percent.”
Global Peace Index shows rise in U.S. “peacefulness”At the same time, according to the “Global Peace Index” (GPI) of the Institute for Economics and Peace, the U.S. experienced the biggest year-on-year improvement in peacefulness since 2007. (The GPI is composed of 23 qualitative and quantitative indicators, which combine internal and external factors ranging from military expenditure to relations with neighboring countries and levels of violent crime.)
“It is possible that reductions in homicide rates, armed robbery, assaults, and rapes—as well as an improvement in ‘peacefulness’—might have occurred, individually, on their own. But the fact that all this good news began when we launched our Assembly in July 2006—exactly as we predicted four years ago—is well beyond chance. It is the direct result of the coherence created by the Invincible America Assembly,” Dr. Hagelin said.
Positive influence of group meditations is immediate and profoundExtensive published research shows that coherence and positivity are created in collective consciousness when a small number of people practice Transcendental Meditation and its advanced Yogic Flying technique together in a group. This rise of positivity in collective consciousness reduces negative trends, including crime and violence, and improves economic trends.
“Rigorous statistical analysis shows that the upsurge of positive trends started on the month the Assembly began—July 2006—when an initial group of 1200 experts assembled from across the U.S. and around the world to practice these technologies in a group,” said Dr. Hagelin, who added that when the number of group meditation experts rises from its current average of 1850 to the desired level of 2500, America will rise to become a true powerhouse of peace. “Twenty-five hundred is the number required to create a far more profound and comprehensive shift in these positive trends away from violence towards peace,” Dr. Hagelin said. The Invincible America Assembly has been funded by a grant from the Howard and Alice Settle Foundation for an Invincible America.
Mantendo o Seu Córtex Pré-frontal "Online": Neuroplasticidade, Stress e Meditação
O texto abaixo é a tradução de um artigo da escritora Jeanne Ball, da Fundação David Lynch, que pode ser lido na versão inglesa original aqui.

À medida que avançamos na vida, o nosso cérebro vai mudando e vai-se adaptando sempre, dizem os neurocientistas. Nos primeiros 18 a 20 anos da vida o cérebro está a desenvolver circuitos que formarão a base do processo de tomada de decisões de toda uma vida. Os investigadores do cérebro descobriram que os estilos de vida não saudáveis podem inibir o desenvolvimento normal deste órgão nos adolescentes e conduzem a julgamentos desajustados e a um comportamento destrutivo que se prolonga pela idade adulta. As experiências traumáticas, o abuso do álcool e das drogas, o crescimento negligenciado num lar desestruturado, a vida dominada pelo medo da violência e do crime, ou mesmo uma má dieta alimentar podem interferir com o desenvolvimento dos lobos frontais, que são o sistema executivo do cérebro. Isto pode causar problemas comportamentais. O investigador do cérebro, Dr. Fred Travis explica: "quando os lobos frontais de uma pessoa não se desenvolvem devidamente, ela live uma vida primitiva. Não planeia - porque não consegue - o que vem a seguir. O seu mundo é simplista, e só consegue lidar com o que lhe está a acontecer agora. O pensamento torna-se rígido: 'você ou está comigo ou contra mim', ou 'eu e o meu gang somos bons, e todas as outras pessoas são más'"
Evidência científica de que a Meditação Transcendental funciona
“Tal como há muitos tipos de medicação, há também muitas aproximações que se designam por 'meditação'. A maior parte da investigação tem sido, de longe, feita sobre a técnica de Meditação Transcendental —e os resultados indicam claramente que a MT funciona melhor do que outras técnicas mentais de promoção da saúde investigadas. Se a investigação mostrar que um medicamento específico ajuda a tratar uma desordem, seria irresponsável e ilógico concluir que todos os medicamentos ajudam a tratar aquela desordem. Da mesma forma, a investigação sobre a MT não deve ser generalizada ao ponto de incluir outras técnicas que se chamem também 'meditação'. Devemos inteligentemente escolher aquilo que funciona e aquilo que é suportado pela investigação científica. Portanto, eu apoio fortemente a introdução, especificamente, da Meditação Transcendental nas escolas e nos sistemas de saúde da nossa nação." —James Krag, M.D., Fellow da American Psychiatric Association, presidente da Virginia Association of Community Psychiatrists, e director médico dos Valley Community Services Board em Staunton, Virginia.
Ficando cada vez melhor à medida que envelhece: Clint Eastwood e a Meditação Transcendental
Por Mario Orsatti, em Maio de 2010, Transcendental Meditation Blog
As pessoas que envelhecem bem são uma inspiração - especialmente para mim, que cheguei aos 60.
Clint Eastwood é, certamente, um óptimo exemplo. Aos 62 anos, Eastwood ganhou o seu primeiro Óscar pelo filme Unforgiven. Depois, como muitos realizadores acreditam, com a idade, ele apenas foi ficando mais forte e melhor, trilhando um caminho espantoso de sucessos criativos.
Eastwood tem agora 79 anos, e desde o seu primeiro Óscar, fez já 15 filmes - três dos quais foram nomeados para Melhor Filme. (O seu filme mais recente, Invictus, teve duas nomeações para o Óscar da Academia). Eastwood foi também nomeado para Melhor Realizador ou Melhor actor outras 4 vezes. E também colabora frequentemente na música dos seus filmes.
É claro que eu gosto de pensar que a sua prática da Meditação Transcendental tem tido algo a ver com isto. Numa recente edição da revista GQ, Clint Eastwood foi questionado sobre a sua prática da MT.
Ainda medita?
Duas vezes por dia.
Em que é que a meditação lhe é útil?
Funciona muito bem. Sou religioso quanto a ela quando estou a trabalhar. Acredito em qualquer ajuda que possamos encontrar para nós próprios... Portanto, a meditação, comigo, é uma coisa de auto-confiança. Pratico-a há quase quarenta anos.
Eastwood revelou publicamente a sua rotina diária de MT nos anos 1970, altura em que apareceu no Merv Griffin Show com o fundador do Programa de Meditação Transcendental, Maharishi Mahesh Yogi. Desde então, tem desfrutado calmamente da prática da MT.
Acho incrível a quantidade de pessoas que praticam a Meditação Transcendental todos os dias, ano após anos. Penso que sei como elas se sentem, e porquê passam este tempo a transcender todos os dias - porque os faz sentir mais vivos, mais recompostos, e mais capazes de seguir em frente e crescer.
Faz-me lembrar algo que Maharishi escreveu no seu livro, Ciência do Ser e Arte de Viver:
"A expansaõ da felicidade é o propósito da vida, e a evolução é o processo através do qual ela se verifica...
'Se alguém não é feliz, então perdeu o próprio propósito da vida. Se alguém não está constantemente a desenvolver a sua inteligência, poder, criatividade, paz e felicidade, então passou ao lado do próprio propósito da vida. A vida não é para ser vivida em apatia, com falta de empenhamento, e em sofrimento; estas coisas não pertencem à natureza essencial da vida"
O Ioga Sutra da Paz
Por Thomas Egenes, PH.D. 30 de Setembro de 2010
Tradução minha
No Ioga Sutra, o primeiro dos oito membros do Ioga designa-se Yama. Yama tem cinco aspectos, começando por ahimsa, que quer dizer 'não-ferimento' ou 'não violência'. O Mahatma Ghandi tornou o ahimsa famoso quando mobilizou toda a Índia para se libertar da dominação britânica sem disparar um tiro. Martin Lutjer King, Jr., o líder do movimento dos direitos civis nos EUA, foi um entre muitos dos que foram influenciados por Ghandi e pelo seu uso de ahimsa para conseguir a mudança social sem violência.
O Ioga Sutra descreve o que acontece quando uma pessoa está estabelecida no 'não-ferimento': "onde o não-ferimento está estabelecido, na vizinhança disso, as tendências hostis são eliminadas". (2.35)
Em sânskrito: ahimsa-pratishthayam tat-sannidhau vaira-tyagah. A tradução palavra por palavra é: "onde o não-ferimento (ahimsa) está estabelecido (pratishthayam), na vizinhança (sannidhau) disso (tat), as tendências hostis (vaira) são eliminadas (tyagah).
Ter ou não ter - essa é a questão?
Sócrates
No nosso país, após a revolução do 25 de Abril, houve uma classe de pessoas que se quis acrescentar às muito poucas famílias a que Salazar deu o privilégio de poderem "ter", de serem economicamente abastadas, quando congeminou o sistema do condicionamento industrial, criando monopólios e protegendo-os de uma sã concorrência, que é a característica de uma economia de mercado.
Aquela classe de pessoas, ao tempo da ditadura, até podiam ter ideais de justiça social e de liberdade e, sem dúvida, muita dessa gente contribuiu para a criação das novas condições políticas de democracia instaurada após a revolução dos cravos. Mas lá no fundo, germinava ao mesmo tempo uma revolta e uma aspiração a poderem vir a partilhar uma parte do bolo do poder económico e social com a antiga casta intocável da ditadura.
Tudo isto está assente no mais básico do ser humano que, resumidamente, se pode designar como a procura da felicidade. Infelizmente, e com o passar do tempo e da prática democrática no novo regime, o aspecto que veio a vingar foi, e dada a dificuldade em implementar os ideais mais nobres do ser humano (a palavra utopia passou a ter uma conotação depreciativa, quando antes era motivo de mobilização e exaltação), aquilo que foi vencendo foi o segundo aspecto - uma vez desistidos da utopia, haveria então que procurar a felicidade na tal partilha do bolo, na procura do "ter". Mas como este "ter" nunca satisfaz totalmente o ser humano (depois do fiat vem o ford, depois o jaguar, depois o ferrari, depois o rolls royce...etc), aquilo que se foi estabelecendo foi o domínio do aparelho de estado para satisfazer esta fome insaciável de mais e mais poder, mais e mais riqueza.
Temos, portanto, hoje, a par das velhas famílias ricas, uma nova classe de gente na política e no estado e suas empresas, completamente afastada da realidade do resto do povo, da maioria da classe média que vê a vida a deteriorar-se ao longo dos anos, após um primeiro período em que obteve melhorias de vida significativas.
A tendência actual é, assim, o aprofundamento enorme do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, o endividamento insustentável do país e o amadurecimento duma situação social e política de crise grave.Tudo isto se deve à procura da felicidade lá onde ela não pode ser encontrada de forma durável. No mundo das coisas materiais tudo é transitório e o "hipe" do poder tende cada vez mais a transformar-se em desastre pessoal para a vida dos envolvidos que verão o seu nome na lama, depois de serem atirados para práticas cada vez mais imorais e mesmo ilegais para satisfazer o seu "drive" infinito para mais e mais...
Ter ou não ter - será a questão?
Shakespeare deixou outra afirmação à humanidade, muito mais certa, muito mais verdadeira quanto àquilo que está na base da verdadeira satisfação humana. "Ser ou não ser - eis a questão!".
Muito antes dele, nos alvores da humanidade, a tradição védica, tinha-nos já legado esta mesma ideia e conhecimento sobre quem é o homem, qual o objectivo da sua vida, onde se pode procurar aquela satisfação e prazer que são duráveis e que não nos levam de prazer em prazer mundano, como folhas ao sabor do vento, sem rumo ou destino nem verdadeiro conhecimento da real natureza humana.Depois dela, verdadeiros marcos do conhecimento humano em várias tradições culturais repetiram-no vezes sem conta para quem quisesse ouvir: Sócrates (o original), Platão, Confúcio, Buda, Jesus Cristo, Shankara, etc., etc.
Na actualidade, tivemos até há muito pouco tempo, Swami Brahmananda Sarasvati e Maharishi Mahes Yogi, que nos deixaram uma forma prática e fácil de chegar ao tal Ser, de o experimentar diariamente, e de o incorporar, através da prática regular da técnica de Meditação Transcendental, na prática da nossa vida diária.

Budha

Jesus
Neste aparente beco sem saída a que chegámos como povo e como projecto, há pois uma luz ao fundo do túnel! A melhor forma de lidar com as questões práticas da vida de uma pessoa ou de um povo, é retirarmo-nos primeiro para o silêncio do nosso Ser interior, tal como o arqueiro, que para atirar a seta à maior distância, a puxa primeiro no arco alguns centímetros para trás. Quando o fazemos regularmente, e quando isso passa a fazer parte da nossa rotina de vida, estamos a estabelecer um novo paradigma de acção, em que a luz desse Ser ilumina naturalmente o conjunto da nossa actividade, tanto a nível individual como colectivo. Com menos stress e mais luz interior, a vida torna-se mais fácil, os problemas, quaisquer que eles sejam, dissolvem-se nas soluções simples e naturais que nos surgem de dentro.

Maharishi
Talvez , portanto, esta crise em que estamos todos a deixar que a nossa consciência desague, seja o novo ponto de partida para um novo projecto de povo, um projecto que, no entanto, se tem mantido sempre na alma dos mais sensatos e sensíveis de entre os nossos melhores. Muitos políticos, por esse mundo fora, estão a entrar nesta nova consciência da realidade. Mais tarde ou mais cedo, e, quanto mais não seja, por arrasto, também os nossos políticos acordarão para a nova e velha realidade, que está aí mesmo, dentro de si! Esse será o momento, o "turning point", em que a política será a arte da felicidade, de criar a felicidade do povo e deixar que a felicidade invada a vida privada e a vida social, cumprindo-se assim a razão da vida: ser feliz!
Maharishi: a nova voz!

Humbolt, Sep., 1970
Maharishi: ... o Prana é naturalmente refinado (durante a MT). Não temos que fazer nada para o refinamento do prana - o prana é refinado naturalmente.
Com todas estas experiências que estamos a ter a nível pessoal, percebemos que Patanjali apenas advocou a Meditação Transcendental. Esta é a alma de todos os iogas. Esta é a filosofia do ioga. Nós não somos responsáveis pelas interpretações erradas do smadhi e se as interpretações erradas se tornaram comuns em todo o lado, apenas podemos lamentar toda esta situação e começar a refrescar toda a atmosfera.
Se toda a gente passou a estar errada... alguém me disse na Índia - numa palestra aberta como esta - ele disse "Você quer dizer que todos estes santos que têm existido estavam errados e que somente você está certo?" Eu disse "Quando olho para a vossa vida só posso concluir que esta nova voz está certa. E todas as velhas vozes, venham de onde venham, devem ter vindo do campo da ignorância".
Nós não sabemos quem o disse, mas quem quer que seja que advocou a concentração, o controlo, necessidade de desapego, de renúncia do mundo para a iluminação, quem quer que fosse, ele não sabia do que estava a falar. (risos)
Quem quer que seja - pode até ser uma encarnação de Deus a falar a partir do céu, mas nós diremos, páre por favor. (risos) Vamos ouvir a voz da terra.
Toda a coisa está a ser mal interpretada. Interpretações erradas dos Vedas, dos Upanishads, Gita, de toda esta filosofia do Vedanta, filosofia do Ioga - toda esta questão está metida numa trapalhada que nós esperamos, com esta voz de renascimento - e este (MT) é um sistema tão natural e simples para dar a experiência da realidade interior - que a situação mude e o entendimento mude, mas é uma tarefa que necessita de tempo e devoção...
A devoção a Deus acontece no nível do Ser, não no nível do pensar, Humbolt, 1970.
P: Na introdução que faz ao seu comentário ao Gita, o senhor salientou, sobre Shankaracharya, que "na ausência do sol, tomam lugar as estrelas mais pequenas" e eu gosto muito dessa frase.MAHARISHI: você gosta porque é verdade. Todos os dias podemos ver que quando o sol se põe, as estrelas tomam o seu lugar. Essa é a nossa experiência de todos os dias. Todos os dias, no céu, isto continua a acontecer.
P: Na ausência de Shankara, da forma como ele expôs o Vedanta, estarão Ramanuja e os outros (comentadores) correctos?
MAHARISHI: O principal erro de Ramanuja e Madva e todos os outros foi o de menosprezarem a percepção transcendental. Ao advogarem a devoção, eles menosprezaram esta consciência pura e estabeleceram o seu campo da devoção no nível de 'pensar em Deus' - cantando a Deus, rezando a Deus, pensar a toda a hora em Deus.
A devoção é algo do campo do Ser. Vivemos isso na vida. Não temos necessidade de dizer "amo-te tanto" e não temos que passar o tempo a dizer "amo-te tanto". O amor é uma coisa no nível da vida. Nós vivemos isso... vivemos isso espontaneamente - particularmente, o amor ilimitado cujas ondas são tão grandes que chegamos a sentir o toque de Deus.

Quando estas pessoas começaram a expôr sobre a devoção, elas limitaram-se a permanecer no nível do elogio de Deus. Se a nossa consciência estiver saturada da consciência de bem-aventurança, se o o nosso coração e mente estiverem cheios com aquela consciência pura, então a canção de Deus é apenas uma onda de bem-aventurança.
Só quando a consciência é universal, é que estes cânticos e estas preces têm um significado, ao contactarem com aquele campo do Todo-Poderoso. Caso contrário é apenas pensar e glorificar o banco, mas permanecendo no mercado. Choramos pelo banco, ficamos no mercado e pensamos no banco e telefonamos para o banco e elogiamos o banco e fazemos todo o tipo de coisas na rua do banco. Mas se não entramos no banco, o banco não nos vai ser particularmente útil.

E, portanto, eles não duraram. "eles não duraram" quer dizer, o seu ensinamento permaneceu ineficaz - apenas permaneceu ineficaz. E as pessoas foram dissuadidas de continuar a desperdiçar o seu tempo chorando por Deus ou querendo a Deus ou todo o tipo de coisas que foram catalogadas de prática devocional, mas que resultaram em estados de auto-convencimento. É um desperdício de vida...
Brahman
"Fica em paz, porque Brahman é paz. E faz com que a tua acção tenha a natureza de Brahman. Porque, fazendo tudo como sendo uma oferta a Brahman, tornar-te-ás instantaneamente Brahman. O Senhor habita em tudo. Ao realizar todas as tuas acções como uma oferenda a Ele, brilha como o Senhor adorado por todos. Torna-te um verdadeiro sanyaasi (renuncia), abandonando firmemente todos os pensamentos e noções; assim libertarás a tua consciência.
O cessar de todos os pensamentos e noções ou imagens mentais e o cessar do pesado condicionamento psicológico são o Ser supremo de Brahman. Preserverar para alcançar este fim é conhecido tanto como ioga como sabedoria (Jñaana); a convicção de que Brahman é tudo, incluindo o mundo e o "Eu", é conhecida como 'oferecer tudo a Brahman'.
Brahman é vazio dentro e vazio fora (indiferenciado e homogénio). Não é um objecto de observação, nem é diferente do observador. O aparecimento do mundo (aparência do mundo) surge nele como uma sua parte infinitesimal. Porque o mundo é, de facto, apenas uma aparência, é na realidade vazio, sem nada e irreal (não-real). Misteriosamente, surge em tudo isto um sentimento 'Eu', que é infinitesimal em comparação com a aparência do mundo"
- O Senhor Krishna quando dá instruções a Arjuna no campo de batalha, O Supremo Ioga, Uma Nova Tradução do Ioga Vasistha. (com os agradecimentos ao Jorge Angelino)
"Fica em paz, porque Brahman é paz. E faz com que a tua acção tenha a natureza de Brahman. Porque, fazendo tudo como sendo uma oferta a Brahman, tornar-te-ás instantaneamente Brahman. O Senhor habita em tudo. Ao realizar todas as tuas acções como uma oferenda a Ele, brilha como o Senhor adorado por todos. Torna-te um verdadeiro sanyaasi (renuncia), abandonando firmemente todos os pensamentos e noções; assim libertarás a tua consciência.
O cessar de todos os pensamentos e noções ou imagens mentais e o cessar do pesado condicionamento psicológico são o Ser supremo de Brahman. Preserverar para alcançar este fim é conhecido tanto como ioga como sabedoria (Jñaana); a convicção de que Brahman é tudo, incluindo o mundo e o "Eu", é conhecida como 'oferecer tudo a Brahman'.
Brahman é vazio dentro e vazio fora (indiferenciado e homogénio). Não é um objecto de observação, nem é diferente do observador. O aparecimento do mundo (aparência do mundo) surge nele como uma sua parte infinitesimal. Porque o mundo é, de facto, apenas uma aparência, é na realidade vazio, sem nada e irreal (não-real). Misteriosamente, surge em tudo isto um sentimento 'Eu', que é infinitesimal em comparação com a aparência do mundo"
- O Senhor Krishna quando dá instruções a Arjuna no campo de batalha, O Supremo Ioga, Uma Nova Tradução do Ioga Vasistha. (com os agradecimentos ao Jorge Angelino)
"Fica em paz, porque Brahman é paz. E faz com que a tua acção tenha a natureza de Brahman. Porque, fazendo tudo como sendo uma oferta a Brahman, tornar-te-ás instantaneamente Brahman. O Senhor habita em tudo. Ao realizar todas as tuas acções como uma oferenda a Ele, brilha como o Senhor adorado por todos. Torna-te um verdadeiro sanyaasi (renuncia), abandonando firmemente todos os pensamentos e noções; assim libertarás a tua consciência.
O cessar de todos os pensamentos e noções ou imagens mentais e o cessar do pesado condicionamento psicológico são o Ser supremo de Brahman. Preserverar para alcançar este fim é conhecido tanto como ioga como sabedoria (Jñaana); a convicção de que Brahman é tudo, incluindo o mundo e o "Eu", é conhecida como 'oferecer tudo a Brahman'.
Brahman é vazio dentro e vazio fora (indiferenciado e homogénio). Não é um objecto de observação, nem é diferente do observador. O aparecimento do mundo (aparência do mundo) surge nele como uma sua parte infinitesimal. Porque o mundo é, de facto, apenas uma aparência, é na realidade vazio, sem nada e irreal (não-real). Misteriosamente, surge em tudo isto um sentimento 'Eu', que é infinitesimal em comparação com a aparência do mundo"
- O Senhor Krishna quando dá instruções a Arjuna no campo de batalha, O Supremo Ioga, Uma Nova Tradução do Ioga Vasistha. (com os agradecimentos ao Jorge Angelino)
"Fica em paz, porque Brahman é paz. E faz com que a tua acção tenha a natureza de Brahman. Porque, fazendo tudo como sendo uma oferta a Brahman, tornar-te-ás instantaneamente Brahman. O Senhor habita em tudo. Ao realizar todas as tuas acções como uma oferenda a Ele, brilha como o Senhor adorado por todos. Torna-te um verdadeiro sanyaasi (renuncia), abandonando firmemente todos os pensamentos e noções; assim libertarás a tua consciência.
O cessar de todos os pensamentos e noções ou imagens mentais e o cessar do pesado condicionamento psicológico são o Ser supremo de Brahman. Preserverar para alcançar este fim é conhecido tanto como ioga como sabedoria (Jñaana); a convicção de que Brahman é tudo, incluindo o mundo e o "Eu", é conhecida como 'oferecer tudo a Brahman'.
Brahman é vazio dentro e vazio fora (indiferenciado e homogénio). Não é um objecto de observação, nem é diferente do observador. O aparecimento do mundo (aparência do mundo) surge nele como uma sua parte infinitesimal. Porque o mundo é, de facto, apenas uma aparência, é na realidade vazio, sem nada e irreal (não-real). Misteriosamente, surge em tudo isto um sentimento 'Eu', que é infinitesimal em comparação com a aparência do mundo"
- O Senhor Krishna quando dá instruções a Arjuna no campo de batalha, O Supremo Ioga, Uma Nova Tradução do Ioga Vasistha. (com os agradecimentos ao Jorge Angelino)
Friday, July 09, 2010
CONHECIMENTO VÉDICO
O texto acima é uma tradução da estrofe 48, segundo capítulo, do Poema do Senhor (Bhagavad Gita), “parte da maior epopeia da Índia e do Mundo: Mahabarata (Grande Ìndia), que contém 100 mil estrofes, formadas por 400 mil versos, distribuídos por 18 Livros e que, a par do Ramayana, constitui a arquitectura épica da monumentalidade linguística da Índia. O Bhagavad Gita, podemos considerá-lo, é um concentrado de toda a sabedoria védica (contida nos Vedas) e o núcleo da espiritualidade hindu. “De todos os textos sagrados da humanidade, não há provavelmente outro que seja tão grande, tão completo e tão curto” – alguém disse”. (António Barahona)
Abaixo, transcrevo o comentário de Maharishi Mahesh Yogi a esta estrofe do Bhagavad Gita.
“O Ioga, ou união da mente com a inteligência divina, começa quando a mente adquire a consciência transcendental; o Ioga alcança a maturidade quando esta consciência transcendental de bem-aventurança, ou Ser divino, conquista terreno na mente a um ponto tal que, seja qual for o estado em que se encontra, quer em vigília ou no sono, ela se mantém estabelecida no estado de Ser. É a este estado de iluminação perfeita que o Senhor se refere no início da estrofe, quando diz: ‘Estabelecido no estado de Ioga’. No fim da estrofe ele define ‘Ioga’ em relação à acção como ‘equilíbrio da mente’. Este estado de equilíbrio da mente é o resultado do contentamento eterno que surge com a consciência de bem-aventurança. Não é adquirido criando um estado de espírito de equanimidade na perda e no ganho, como a generalidade dos comentadores pensou.O Ioga é a base de uma vida integrada, um meio de colocar em harmonia o silêncio criativo interior e a actividade exterior da vida, e uma forma de agir com precisão e sucesso. Estabelecido no estado de Ioga, Arjuna será estabelecido na realidade última da vida, que é a fonte da eterna sabedoria, poder e criatividade.
Parte do treino para alguém que queira ser um bom nadador consiste na arte de mergulhar. Quando conseguimos manter-nos com sucesso no fundo da água, então, nadar na superfície torna-se fácil. Toda a acção é o resultado do jogo da mente consciente. Se a mente é forte, então a acção é também forte e bem sucedida. A mente consciente torna-se poderosa quando os níveis mais profundos do oceano da mente são activados durante o processo da Meditação Transcendental, que conduz a atenção da superfí-cie da mente consciente até ao campo transcendental do Ser. O processo de mergulhar no interior é o caminho para se ficar estabelecido no estado de Ioga.
Quando o senhor Krishna diz que, tendo passado por este processo, Arjuna devia vir para fora e agir, ele está a dar-lhe a mecânica da acção bem sucedida. Para disparar um arco com sucesso, é preciso primeiro puxar a seta para trás, dando-lhe assim grande energia potencial. Quando a seta é puxada para trás o mais possível, então ela tem o maior poder dinâmico.
Infelizmente, a arte da acção exposta aqui pelo senhor Krishna a Arjuna, parece ter desaparecido da vida prática nos nossos dias. Isto acontece por, durante muitos séculos, devido à falta de uma interpretação correcta destes versos, ter sido considerado difícil conduzir a mente até ao Ser e permanecer estabelecido no estado de Ioga. É, de facto, perfeitamente fácil conduzir a atenção ao campo do Ser: apenas temos que deixar a mente mover-se espontaneamente do campo grosseiro da experiência objectiva, através dos campos subtis do processo de pensar, até à realidade última e transcendental da existência. À medida que a mente se move nesta direcção, começa a experimentar uma atracção maior em cada passo, até chegar ao estado de consciência de bem-aventurança transcendental.
A recompensa por trazer a mente a este estado está em que a pequena mente individual cresce até ao estatuto da mente cósmica, elevando-se acima de todos os seus defeitos e limitações. É como um pequeno homem de negócios que enriquece e atinge o estatuto de multimilionário. As perdas e ganhos do mercado, que antes o influenciavam, já não têm efeito nele que se eleva muito naturalmente acima da sua influência.
O Senhor quer que Arjuna aja, mas pretende que ele, antes de iniciar a acção, adquira o estatuto de mente cósmica. Esta é a sua bondade. Quando uma pessoa rica quer que o seu filho inicie um negócio, ela não quer, normal-mente, que ele comece em pequena escala, porque sabe que, dessa forma, as pequenas perdas e ganhos terão influência no seu querido filho, fazendo-o sentir-se mal, ou feliz, por pequenas trivialidades. Portanto, dá-lhe o estatuto de pessoa rica e, então, pede-lhe que inicie o negócio a partir desse nível. O senhor Krishna, como pai bondoso e capaz que é, aconselha Arjuna a atingir o estado de inteligência cósmica e então agir a partir desse elevado estado de liberdade na vida.
Uma pessoa não se pode manter em equilíbrio na perda e no ganho se não estiver num estado de contentamento duradouro. Aqui, o Senhor está a pedir a Arjuna que obtenha esse estado de contentamento duradouro através de uma experiência directa de bem-aventurança eterna e transcendental. Ele não está a aconselhar um mero estado de espírito de equanimidade. O estado de bem-aventurança transcendental no Ser eterno é tão auto-suficiente que, na sua estrutura, é absoluto. É plenitude de vida, perfeição de existência e, portanto, completamente desligado de tudo o que pertence ao campo relativo, completamente livre da influência da acção.
Quando o Senhor diz: ‘Tendo abandonado o apego’, ele quer dizer tendo ganho este estado do Ser eterno, que é, na sua totalidade, separado e desligado da actividade. E quando ele diz: ‘Tendo ganho o equilíbrio no sucesso e no fracasso’, quer dizer tendo atingido a estabilidade neste estado do Ser eterno.
A prática regular da Meditação Transcendental é o caminho directo para ascender ao estado do Ser transcendental e estabilizá-lo na própria natureza da mente, de modo que, quaisquer que sejam os envolvimentos nos conflitos inerentes às diversidades da vida, a estrutura de unidade em liberdade eterna é naturalmente mantida e a vida não se perde dela própria”.
A definição de Ioga resumida na estrofe do Bahgavad Gita e o comentário e desenvolvimento da responsabilidade de Maharishi Mahesh Yogi, fornecem-nos a chave para a utilização do pleno potencial da mente humana – 100% do valor relativo e 100% do valor absoluto. Como dois lados da mesma moeda, estes dois valores da experiência podem e devem estar presentes na mente consciente. Tal como a raiz de uma árvore, escondida na terra, a sustenta e constitui a base estável dessa árvore, também o valor absoluto sustenta e é a base estável de todos os aspectos relativos (visíveis) da vida. Viver a vida apenas com a consciência do nível relativo da actividade é viver uma vida em ignorância da totalidade. É viver com uma consciência mais ou menos desenvolvida dos aspectos visíveis e observáveis, mas sem a consciência do aspecto invisível e inobservável – o Ser. A experiência do Ser é a experiência do que observa. Ioga é a experiência estabilizada e unificada do Ser que observa e dos objectos da experiência do campo relativo da vida. Ioga é um estado de vida integrado, em que ambos os aspectos da consciência, relativo e absoluto, estão presentes, por oposição ao estado limitado de ignorância, em que apenas está presente a consciência de aspectos parciais, ou ilusórios, da realidade. Devido a problemas de educação, o campo do Ser tem estado afastado da experiência individual, originando mentes limitadas e incapazes de abarcar a essência da realidade. Este facto está na origem da frustração e infelicidade que singram no seio dos povos da Terra. Na origem da ignorância, da ganância, da arrogância, da prepotência, mas também do medo, da miséria humana, da indignidade.
Os problemas sociais têm origem na ignorância individual. Pode dizer-se que o estado do mundo é que cegos são governados por cegos. O sistema de educação, na generalidade das nações, promove o conhecimento proporcionado pela experiência dos sentidos e ignora o conhecimento proporcionado pela experiência do Ser puro e transcendental. O conhecimento de apenas um lado da moeda está na origem do desentendimento entre povos, da desconfiança generalizada e do medo que são responsáveis por guerras sempre novas, terrorismo e todas as chagas sociais.
Este desconhecimento acontece, como disse, devido a uma deficiente educação; como afirma aqui Maharishi, por ter sido considerado difícil conduzir a mente até ao Ser e permanecer estabelecido no estado de Ioga. Devido à deficiência de interpretação, a experiência do Ser foi considerada muito difícil de conseguir. Considerou-se, assim, que só alguns, muito poucos, o poderiam conseguir, usando para isso a reclusão ou ascetismo e afastando-se do resto da sociedade.
A tradição de mestres védicos do conhecimento, plenamente incorporada na vida de Sri Guru Dev, Swami Brahmananda Saraswati, Jagadguru, Bhagwan Shankaracharia de Jyotir Math, nos Himalayas, e iluminadamente transmitida ao mundo por Maharishi Mahesh Yogi, surge-nos, neste novo milénio, na fórmula da Meditação Transcendental e do Programa de MT-Sidhis, como a chave para a desmistificação de que o conhecimento da totalidade da realidade suprema é apenas para alguns eleitos, retirados em mosteiros, mesquitas, sinagogas, pagodes, ou grutas nos Himalayas.Este conhecimento surge, na sua própria dignidade, como a real oportunidade de democratização da verdadeira educação, a educação plena do indivíduo, em que o conhecimento dos objectos dos sentidos é obtido à luz da experiência do sujeito do conhecimento, do conhecedor, o Ser eterno e omnipresente. A experiência do Ser na mente individual é fácil e simples e pode ser obtida por qualquer pessoa, independentemente do seu nível de poder, riqueza ou conhecimento intelectual. Esta é a oportunidade da nossa era. Este conhecimento do conhecedor, o védico samitha de Rishi, Devata e Chandas, a unidade de conhecimento que constitui o conhecimento do conhecedor, o conhecimento do conhecido e o conhecimento do processo que liga o conhecedor ao conhecido, é o libertador por excelência de todas as competências que conduzem à acção correcta espontânea.
É a ausência do conhecimento do conhecedor que é responsável pelas acções erradas. A nossa história provou já à saciedade que não são as injunções de carácter moral nem os códigos éticos e comportamentais das várias religiões, nomeadamente a judaico-cristã, que conseguem garantir essa acção correcta. Apesar de terem muitas vezes o seu comportamento balizado e limitado (tanto a nível consciente como inconsciente) por tais códigos, a verdade é que, ao longo de milénios, as nossas sociedades têm permanecido na senda do comportamento individual e social errado. Apesar das advertências para fazer o bem, o homem continua a deixar-se dominar pelo mal. Não parece haver lei nem código que resista a esta tendência para o mal que se manifesta a todos os níveis da sociedade. Com isto não quero dizer que os códigos e leis sejam, em si, maus. Não. O que falta é a educação total do indivíduo, única forma de levá-lo a agir correctamente, quer a nível individual, quer a nível social, ecológico, etc. Só a experiência do Ser puro, transcendental, omnipotente e omnipresente, ao nível da consciência individual, e a sua estabilização em todos os outros estados de consciência, vigília, sono e sonho, pode garantir o sucesso na acção. E esse sucesso surge de forma espontânea com a prática regularda Meditação Transcendental, facilmente e sem esforço.
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